Amor à segunda vista...


Como citei ontem, estou em Salvador a negócios, e logo no segundo dia por aqui, já aprendi uma lição de vida, que sempre tive em mente, mas não havia ainda aprendido na prática, a de não julgar um livro pela capa, e aprendi tão intensamente, que acabei me apaixonando.
Sinto até vergonha em dizer, mas quando à vi pela primeira vez, a julguei muito mal, pensei coisas horríveis dela, e no final, nunca em minha vida estive tão enganado.
Eu sei, vocês devem estar se perguntando, “mas ele também não citou ontem que tem uma namorada? E agora está aqui dizendo que se apaixonou?”. Sim, verdade, nem precisam clicar na crônica de ontem pra conferir, mas o que posso fazer? Foi inevitável.
Eu precisava dar uma chance para que ela se provasse diferente de tudo que eu imaginei, só não poderia jamais imaginar que seria arrebatado de tal forma, após conhecê-la de verdade. Me julguem o quanto quiser, mas ao menos estou sendo sincero.
Não sei se mencionar o fato a seguir irá me ajudar no julgamento de vocês, mas confesso, o meu primeiro o julgamento, foi devido a aparência dela que, convenhamos, não é muito atrativa, e ainda agora, ainda não a acho bonita, mas seu interior é simplesmente maravilhoso, então mesmo que isso não seja uma justificativa, mas ao menos não sou um homem fútil que se liga apenas nas aparências.
Imagino que muitas(os) de vocês devem estar lembrando do início desse texto que sugestiona que eu tentaria de alguma forma ensinar algum tipo de lição, que na verdade é a minha pretensão, e devem estar se perguntando também, “Mas quem é esse canalha pra querer passar alguma lição?”.
Será que vocês podem cessar um pouco os julgamentos e tentar ver a mensagem por trás de toda essa situação?
A verdade é que encontrei mesmo na tamanha ausência de  atrativos físicos, um conteúdo que simplesmente achei perfeito para mim, de repente senti no mais íntimo dos meus instintos, que havia encontrado tudo aquilo que sempre procurei, mas que nem sabia que procurava, porque geralmente vamos atrás daquilo que queremos, porque nunca olhamos direito para dentro de nós mesmos para saber do que realmente precisamos.
A verdade é que há um problema nisso tudo, isso já aconteceu comigo, e o pior, aqui em Salvador também, até contei no outro Blog, a diferença é que da outra vez o amor foi à primeira vista, mas no final, não lutei o bastante por ele, e acabei voltando para São Paulo após uma triste despedida no aeroporto, digna de uma cena romântica e dramática de um filme de Hollywood.
Agora estou aqui, tenho mais três dias nessa cidade linda, e quente, muito quente, vivendo um dilema, pela segunda vez, preciso voltar, minha filha está aqui comigo, a mãe dela me mata se eu não levá-la de volta, no sábado serei padrinho de casamento da minha prima, estou num processo de montagem de empresa própria, mas como farei tudo isso se eu deixar meu coração aqui?
Ainda há o fato de que tenho uma namorada em São Paulo, não posso ficar aqui, sem ao menos dar a ela o direito de ouvir minha desculpa enquanto olho em seus olhos, e talvez me dar um belo de um tapa na cara (coisa que na verdade temo muito, devido o fato dela ser oriental, vou lá saber em quais artes marciais ela já se especializou?), seria muito desonesto de minha parte.
Sei que continuam me julgando, talvez xingando, mas quem aqui já lutou contra seus sentimentos e pode dizer que realmente os venceu?
Então é isso, o que era passar uma lição, acabou se tornando um desabafo.
Agora estou aqui, terminando de escrever esse texto e pensando em como farei para ir embora e deixar aqui o meu amor à segunda vista, a feia, mas maravilhosa por dentro, a Berinjela Recheada da lanchonete da Tia Ana.



Gill Nascimento

2 comentários:

  1. Seu filho da mãe! Me enganou direitinho! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    1. kkkkkkkkkk eu disse que ia ser xingado kkkkkkkk

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