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Desabafo...


Se tem uma coisa que com o passar do tempo e o amadurecimento, a gente aprende, é que as coisas nunca ficam mais fáceis, tem quem diga o contrário, mas não se deixe levar por tais esperanças tolas, porque é furada.
O problema é que não basta ficar mais difícil, o destino precisa mesmo se esforçar tanto para alcançar o status de impossível?
Porque é o que parece que vem acontecendo. De um lado a gente batalha pra elevar o nível dos resultados ao mais próximo possível da perfeição, que não nos pertence, mas não custa nada tentar de vez em quando, enquanto pelo outro, parece que tudo ao nosso redor conspira para que essas nossas tentativas contrastem com algo de nível igual ou maior.
Tenho um medo imenso de que essa conspiração obtenha sucesso antes de nós, e se é pra ser realista, acho que o impossível é bem mais próximo do que a perfeição, então meu medo é mais do que justificado.
A verdade é que do jeito que as coisas andam, não darei esse gostinho para o destino, de me ver derrotado, porque estou achando que nem chegarei a tentar, desistir tem sido uma opção cada vez mais sedutora.
Engraçado como as coisas são, toda vez que eu arrumo um jeitinho (afinal sou brasileiro, e talento para gambiarras todos nós já nascemos tendo de sobra) pra conseguir vencer os obstáculos, passar pelas mais difíceis fases, parece que o destino faz um upgrade pra acompanhar minha evolução.
Ele fica olhando de algum lugar, vê e pensa, “Olha lá, ele está ficando mais esperto, vamos dificultar um pouco as coisas pra esse trouxa!”.
Parece que é até simples, quase matemático, pra cada melhora, vem uma dificuldade para acompanhar. Você descobre um novo macete, seu tempo é encurtado para não haver chances de aplicá-lo. Você desenvolve um novo recurso, suas jogadas são diminuídas, pra você nem conseguir ver se esse recurso funciona na prática.
E então surge a necessidade de pedir ajuda, o que é difícil, porque o sonho de todo homem e mulher é se tornar auto suficiente ao ponto de não precisar da ajuda de ninguém, mas o destino precisa jogar isso na sua cara, que você não consegue sozinho, porque nao é bom o bastante, esperto o suficiente, ou satisfatoriamente perseverante.
Quando chega esse momento, a gente descobre que aquilo que nossos pais e avós tentaram nos ensinar, é a mais pura verdade, que todo mundo é legal, quando estamos dispostos a ajudar, e facilmente encontramos os amigos quando estamos bem, mas quando à situação se inverte e somos nós quem precisamos de ajuda, quase todos desaparecem, e só os verdadeiros ficam. O que é quase ninguém.
Como se não bastasse a humilhação de ter que pedir ajuda, ainda temos que suportar a realidade de sermos ignorados.
Nessa hora, quase sempre, a gente trava, não conseguimos mais nos sobressair sobre um único obstáculo, geralmente, e ficamos preso numa fase que esgota nossa força, paciência e o nosso psicológico.
E cá estou, passando por tudo isso que citei desde o início do texto, e a cada tentativa uma nova derrota, e a cada derrota mais a minha determinação deixa de existir, e quanto mais subtraída é a minha determinação, menor é a minha vontade de continuar.
Pior de tudo é saber que nem mesmo desabafar no papel vai ajudar, como acontece na maioria das vezes.
E eu poderia continua deslizando metáforas com a minha caneta, que a dificuldade continuaria enorme e a determinação mínima.
E o destino, bem, por se tratar de uma metáfora, deveria assim deixar, mas me sinto na obrigação de dar nomes aos bois, quando reclamo do destino, na verdade me refiro e me revolto contra um único homem, um senhor chamado Sebastian Knutsson, criador do jogo Cand Crush.
Estou preso na mesma maldita fase há duas semanas, e isso está me enlouquecendo.



Gill Nascimento

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