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Papo de Bar... Juntando os Panos de Bunda!

Papo de Bar... Juntando os Panos de Bunda!

Não faz muito tempo que recebi uma notícia maravilhosa do meu médico Neurologista, depois de quase três meses de tratamento com remédios e uma pequena cirurgia, eu liguei para ele e ouvi que enfim poderia voltar a beber sem peso na consciência, assim que encerrei a ligação pra ele, liguei para o dono do meu barzinho preferido para contar a boa novidade. O Renato, carinhosamente apelidado de “Gordo” pelos seus fiéis clientes me falou emocionado: “Cara, você não sabe o quanto torci por você!”. Eu acreditei, afinal, minha doença foi uma grande baixa financeira para ele.
Estava viajando quando recebi autorização do médico para deixar de lado o sedentarismo do meu fígado, mas assim que voltei, fiz questão de marcar com os amigos de irmos lá no bar tomar umas, bater um bom papo e dar trabalho pra melhor coisa que já surgiu nesse país, para quem gosta de tomar umas de vez em quando, o aplicativo Uber. E realmente fomos.
Uma coincidência muito grande tem ocorrido entre meus amigos e eu, estamos todos deixando a vida de lobo solitário, metade da turma casou, e a outra metade, como diria minha mãe, juntou os panos de bunda, estou me referindo aos que ainda não eram casados, claro, e eu faço parte desse segundo grupo, e isso aconteceu meio que praticamente na mesma época pra todos nós, que foi entre o meio do ano passado e junho desse ano, então foi meio inevitável não falar desse assunto na mesa do bar.
Começou quando perguntei pra um dos recém casados como ia a vida agora que dividia o teto com mais alguém, e ele me disse:
“- Gill, perdi minha namorada, assim que coloquei a aliança no dedo dela ela se transformou no clone da minha mãe!”
Eu deveria ter respeitado a dor dele, mas eu só consegui rir, e depois fiquei mal por não ter prevenido ele, já que sou conhecedor da causa por ser divorciado. Vejam por exemplo o meu caso atualmente.
A Ayla, minha noiva, até 6 meses atrás, quando não morava comigo, sempre que ia na minha casa agia como se fosse uma visita, nunca sabia onde encontrar nada, praticamente pedia permissão pra tudo, enquanto eu quando estava no apartamento dela me sentia como se estivesse em casa.
Agora que moramos juntos na minha casa, tudo mudou, eu não encontro nada e nem sei onde está nada, pergunto pra ela e ela nem precisa procurar, ela nem sequer olha na direção do objeto que eu pergunto onde está, ela apenas diz o local, e sempre está lá.
Quando cada um estava no seu canto, eu mandava mensagem de bom dia de manhã e recebia uma resposta cheia de corações e declarações de amor, agora é diferente, eu acordo sempre muito cedo pra correr e deixo ela dormindo, aí tenho uma tradição que vem de anos, sempre passo numa cafeteria de um amigo antes de voltar pra casa depois da corrida, nesse meio tempo olho o celular, e aproveito e mando mensagem de bom dia pra ela, e a resposta agora é pra eu não esquecer de comprar pão e leite.
Outra coisa que mudou, é que quando cada um tinha seu espaço eu era útil, eu cozinhava, arrumava as coisas, tinha várias funcionalidades mesmo, agora quando penso em fazer alguma coisa em casa ela ou não deixa ou fica me viagiando enquanto faço, de útil me tornei o desastrado, ela tem medo que eu quebre tudo.
Pra vocês terem uma ideia do quanto a Japa tá se transformando na minha mãe, ela também decide o que eu como, e até tem uma parte boa nisso, que ao mesmo tempo é ruim: Ela é nutricionista.
Mas o principal mesmo, que mais a torna parecida com a Dona Naná, minha mãe, é me mandar ir ao mercado ao menos três vezes na semana. Quando é alguma coisa normal de casa como alimentos, por exemplo, tudo bem, mas quando ela pede pra comprar seus produtos exclusivamente femininos, aí complica. Um dia desses ela me deu um papel que tinha anotado o que era pra eu comprar, e fiz a besteira de só olhar depois que cheguei no mercado, tinha dado uma olhada apenas, e pensado que era mais ou menos uns dez produtos, mas não, era só o absorvente dela, o nome que era cumprido pra caramba.
Mas dizer que isso é ruim é mentira, na verdade é, além de engraçado, muito bom, principalmente pra um cara como eu. Meus principais defeitos não foram concertados, mas com certeza foram contornados. Por exemplo, tenho o problema de ser muito esquecido e distraído, muito mesmo, agora tenho quem me lembre das coisas e me ajude a manter o foco. E convenhamos, se tem um ser que possui boa memória e foco, esse ser é a mulher, pro bem e pro mal.
Mas é errado generalizar, nem todas as mulheres são iguais, o problema mesmo é que todas as mães são, então tecnicamente elas acabam ficando sim todas iguais.
Apesar disso, e desse texto fazendo humor com o tema, não falamos mal de nossas mulheres no bar, apenas nos divertimos com o assunto que era comum pra todos, e cada exemplo citado, como os que citei aqui, a identificação era ampla e geral, e cada qual do seu jeito estava muito satisfeito por não mandar mais na própria vida, o que deve ser um efeito colateral de não mandar também no próprio coração.



Gill Nascimento





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6 comentários:

  1. Meu Deus, eu sou desse jeito também,e só sou namorada, credo hahahahahahahaha

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    1. É comportamento padrão, não se preocupe kkkkkk

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  2. Adorei ❤
    Mas se eu fosse sua namorada te proibia de escrever sobre mim hahahahaha

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    1. Ela já me proibiu, eu que sou rebelde mesmo kkkkkkkk

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  3. Meus amigos todos já estão casados ou juntaram os panos de bunda. Acho que preciso de amigos novos.

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    1. Precisa entrar na dança, isso sim, eternizar a linhagem kkkkkkkkk

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