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Questões ao acordar

Questões ao acordar

O que estamos fazendo aqui?
Tantas pessoas que foram imortalizadas por serem sábias já fizeram essa mesma pergunta, e se ainda hoje estivessem vivas, ainda fariam.
Porque eu, pobre ser humano de média nada excepcional na escola e faculdade não posso fazer essa mesma pergunta?
O que estou fazendo aqui?
Será que houve ou há um grande propósito para eu ter chegado onde cheguei?
Será que eu estava ou estou destinado a fazer algo que faça um mínimo de diferença?
Acho que é no mínimo questionável o fato de eu ter chegado onde cheguei, gostaria de saber a quem devo esse fato, pois é mais do que óbvio que não cheguei aqui sozinho.
Ninguém é completamente capaz, não sozinho.
E as perguntas nunca acabam.
Será que fui realmente feliz até aqui?
Será que fiz alguém feliz?
Não sei dizer ao certo. Mas e quem sabe?
Tantas coisas que a gente faz pra poder esquecer tudo aquilo pelo que passamos durante o dia, tanta coisa que a gente se submete para massagear a nossa auto estima e o nosso ego. Tudo aquilo que somos capazes de fazer, só para parecermos menos anormais no meio de um monte de gente anormal que acha que nós somos os normais.
É, somos todos iguais nesse ponto. Somos todos pessoas normais querendo parecer mais normais do que já somos.
Será que fui eu mesmo até chegar aqui?
Ou será que a primeira coisa que vesti foi minha máscara?
Fica sempre a dúvida, se o personagem convenceu, e se o original foi satisfatório e agradou. Mas não dá pra saber mesmo. Se houve olhares reprovatórios e julgadores, não lembramos ou não notamos. Se falaram, não falaram alto o suficiente pra gente escutar.
Então a gente finge não se preocupar se fomos ou não aquilo que as pessoas esperavam de nós. É melhor assim.
A gente se questiona tanto, que uma hora as coisas começam a ficar mais claras, mas nossa percepção é auto questionável e adora se cobrar, primeiro lembramos sempre do pior e de tudo aquilo que foi errado. E ao invés da gente se perdoar, a gente acaba procurando alguém em quem colocar a culpa.
E de quem é a culpa se não de nós mesmos?
Até aqui será que fui em algum momento obrigado a fazer algo? Será que sou tão influenciável ao ponto de me tornar um fantoche? Ou as escolhas foram minhas e devo assumir as consequências como homem?
Tudo vai acabar, menos as perguntas. Sempre haverão perguntas enquanto houver mistérios.
Quem sou?
De onde vim?
Para onde vou?
Qual o meu propósito?
E a pergunta com a qual iniciei esse artigo: O que estou fazendo aqui?
O mínimo que posso fazer após tantas perguntas, é me prometer que nunca deixarei chegar à esse ponto de novo. Nunca mais bebo tanto, ao ponto de não saber onde estou e de não lembrar como cheguei.

Gill Nascimento

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