Papo de Bar.... Sonhos!


Papo de Bar... Sonhos!


Um tempo atrás a leitora Érica Valentim me pediu para escrever um texto falando sobre sonhos, o que não é muito fácil, já que não sou o tipo sonhador, geralmente sou aquele tipo de pessoa que tem ideias e impulsos, as ideias vêm, e se vierem com uma oportunidade a minha impulsividade toma conta do restante, às vezes dá certo, outras vezes não. Ciente disso resolvi levar o assunto pra mesa do bar, e acho que foi uma boa solução.
Fazia um certo tempo que não fazia um Papo de Bar tradicional, fiquei feliz por reunir os amigos e jogar o assunto na mesa entre os copos.
Mesmo uma pessoa pouco sonhadora, como eu, possui sonhos e deseja realizá-los, mas a verdade é que esqueci de perguntar para a Érica se era sobre esse tipo de sonho ao qual ela se referia, pois poderia ser sobre sonhos comuns também, aqueles que temos quando dormimos, por isso o Papo de Bar foi uma escolha tão boa, pois depois de umas doses ambos se misturaram.
Na verdade eu fui o primeiro a fazer isso.
Como sabem, sou um recém casado, e se você que está lendo, me segue nas Redes Sociais, principalmente no Twitter, já deve ter lido reclamações minhas sobre a mania da minha esposa de ser viciada em filmes de terror, gênero o qual não gosto muito, mas assisto para agradar. O que vocês não sabem é que o motivo de eu não gostar desse tipo de filme é porque sempre acabo tendo sonhos horríveis, pesadelos na verdade.
Certo dia após uma sessão de três filmes de terror na Netflix, tive dois sonhos malucos durante a noite, e no dia seguinte estava na casa do meu irmão e resolvi contá-los para a minha cunhada, e minha mãe que ouvia sem convite, resolveu bancar a tradutora de sonhos, deixei ela se empolgar bastante no ato de dizer o que os meus sonhos significavam, só para ver a cara de decepção dela na hora de contar que sonhei porque havia assistido filmes parecidos na noite anterior. Mas ela nem se decepcionou, para ela os filmes não tiveram nada a ver com meus sonhos, e eu deveria sim dar ouvidos as suas previsões.
Mãe é mãe, quem sou eu para contrariar?
Meus amigos que já conheciam meu problema com filmes de terror, nem ficaram surpresos, apenas riram e zombaram de mim, como sempre fizeram.
Aproveitando o assunto, um amigo, o mais sonhador da turma, resolveu desabafar, e dizer que é bem mais fácil acontecer na vida real esses sonhos aleatórios que temos enquanto dormimos, do que aqueles que temos no fundo do peito e queremos muito realizar.
No caso dele eu concordo, afinal, uma pessoa muito sonhadora, deve esperar que muitos de seus sonhos não se realizem, se já é difícil para quem tem um ou dois sonhos, imagina para quem arruma um novo sonho a cada semana. Mas espero que o que ele disse seja realmente verdade, adoraria realizar um sonho que tive uma noite dessas, em que tinha um jantar romântico com a Scarlett Johansson.
Uma amiga que estava conosco disse que vem há anos mantendo uma boa forma física graças ao fato de viver correndo atrás de seus sonhos, mas que o problema é que enquanto os sonhos corriam por aí nas ruas, ela corria na esteira sem sair do lugar. Mas ao menos ela conseguiu ver um lado bom nisso e nos arrancou risadas.
Eu já tive minha cota de sonhos, abandonei alguns, realizei outros, mas devo dizer que nunca foi fácil, assim como minha amiga, também corri muito atrás, e na maioria das vezes eles eram muito mais rápidos do que eu, mas ao contrário dela que aproveitou para se exercitar, quando eles foram mais rápidos, eu apenas sentei e esperei eles darem a volta na pista da vida e passarem por mim novamente, o eterno retardatário. E algumas vezes isso funcionou, porque às vezes (muito raramente) posso ser uma pessoa muito paciente.
Já meu irmão, disse não ter um bom histórico como realizador de sonhos, porém muita experiência, um verdadeiro expert, em realização de pesadelos, o que de imediato não entendemos, mas ficou claro após ele explicar melhor.
Quem aí nunca viu seus piores temores se tornarem realidade? Comigo mesmo isso já aconteceu várias vezes. Minha avó costumava dizer que quando a gente fica pensando demais no pior, acaba canalizando toda a energia ruim que isso gera, e acaba meio que criando um tipo de fé contrária, uma esperança negativa, e que esse é o problema da humanidade, o fato de ter mais fé nas coisas ruins do que nas boas, fazendo assim o azar ser mais constante do que a sorte. Eu nunca havia notado antes o quanto isso fazia sentido.
A verdade é que todos nós temos sonhos, e às vezes nem damos conta disso, pois temos uma autodefesa que enterra esses sonhos dentro de nós, para nos proteger das desilusões que a frustração de não realizá-los pode nos causar, mas o certo mesmo é que a sensação de realizá-los é maravilhosa.
Eu mesmo, recentemente, consegui realizar um dos maiores sonhos que já tive, minha esposa Ayla e eu conseguimos adotar uma princesinha de 4 anos, a Manu, e ela tem sido uma alegria incomparável em nossa vida, um amor nascido da pureza de um sorriso que nos encantou, uma filha que escolhemos e que nos escolheu, e sinceramente, eu nunca estive tão feliz.
Por mais difícil que o sonho pareça ser, vale demais a pena correr atrás, quanto mais distante ele estiver, melhor vai ser a sensação de felicidade ao alcançá-lo. Então mantenha seu foco, sua força e sua fé, e não desista, porque de nada adianta ter sonhos, se não tentarmos torná-los realidades, e mesmo quando não conseguimos, ao menos aprendemos muito com a busca, principalmente quando no caminho acabamos por descobrir o quanto podemos ser fortes e persistentes quando necessário.






Gill Nascimento






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Um comentário:

  1. Como eu faço pra ser convidada a participar de um papo de bar? Parece ser bem divertido hahahahaha

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