Papo de Bar... Julgamentos Afetados! (Parte 2)

Continuando o Papo de Bar do último texto, em que o assunto foi como nossos julgamentos ficam afetados pela bebida, hoje conto como foi a participação feminina na conversa na mesa do bar, espero que se divirtam com as histórias. Para ler a primeira parte desse texto basta clicar AQUI.


Papo de Bar... Julgamentos Afetados (Parte 2)


Das três mulheres que participaram, a primeira a contar sua história em que a bebida a fez não pensar com muita clareza foi a minha amiga, também de infância, Milena, esposa do Daniel, aquele que contou a história em que quase apanhamos numa festa no Capão Redondo, e ela fez questão de deixar bem claro que em sua história, ela provaria como eu posso ser uma péssima influência.
Em 2005, quando ela é o Daniel ainda não eram casados, e nem sequer estavam juntos, fomos ao casamento justamente do primo do Daniel, um cara muito gente boa que, na época, morava em São Paulo há apenas 1 ano, era um Pernambucano raiz, arretado e com um sotaque muito acentuado, e sua festa de casamento foi bem típica, regada às bebidas e comidas mais comuns de sua região, além de muito forró. Numa certa hora em que a Milena já estava mais para lá do que para cá, resolvi desafiá-la a dançar com uma senhora que estava ainda mais bêbada e dançava (na verdade apenas rodopiava) sozinha em um canto. A Milena que já na época era uma ótima dançarina topou, e não contente em aceitar esse desafio, aceitou todos os outros que fui lançando enquanto dançava, literalmente eu estava guiando seus passos, num certo momento eu gritei “Milena, agora roda ela” e ela começou a rodar, com muita classe até, mas aí eu percebi que a velha estava ficando tonta e não sei porquê, acho que foi o diabinho no ombro esquerdo, mas eu gritei “Milena, agora solta”, e ela soltou.
Lembro da cena como se fosse hoje, pois pra mim ela aconteceu em câmera lenta, ela soltou a velha no meio de um rodopio, a velha saiu rodando, e rodando, e quando ia cair em cima de uma das mesas, meu irmão que vinha em nossa direção com um balde de cervejas, jogou elas para o alto e segurou a velha, e nisso a Milena caiu em si, colocou a mão na cabeça e perguntou: “Meu Deus, o que eu fiz?”.
Segundo ela o mal não foi o álcool, mas sim eu mesmo.
A Soraia, esposa do Robson, foi a segunda a contar sua história, ela lembrou de uma vez em que foi a uma excursão para a praia de Bertioga, que o pessoal organizou para acompanhar o time de várzea mais popular do nosso antigo bairro. Jogos de várzea geralmente acontecem no domingo, então a galera marcou de sair de madrugada, e a Soraia não faltou, mas chegou ao ponto de encontro praticamente vinda da balada, inclusive bêbada, mas foi.
No trajeto o ônibus que a galera fretou fez uma parada, pro pessoal tomar um café e usar o banheiro, e a Soraia desceu, mas na hora de voltar ao ônibus, ainda meio embriagada, ela entrou no ônibus errado, e não percebeu, entrou, sentou, reclinou a cadeira e voltou a dormir, a sorte dela é que esse ônibus também ia para Bertioga, e quando chegou lá e se deu conta da besteira que havia feito, conseguiu entrar em contato com uma amiga e logo depois encontrar com o restante do pessoal, mas contou que ainda sente vergonha só de lembrar como foi sair do ônibus desesperada.
Minha amada esposinha, Ayla, também contou a sua, e pra minha sorte uma que eu não conhecia.
Certa vez ela e umas amigas de faculdade foram, logo após o término da aula, para uma balada, e acabaram bebendo um pouco demais, ao ponto de não sobrar ao menos o dinheiro do táxi para irem embora, então resolveram ir embora à pé, numa caminhada de mais ou menos meia hora, e segundo ela, eram cerca de 3 horas da madrugada. No meio do caminho a natureza chamou, e a Ayla sentiu aquela vontade imensa de fazer xixi, e não tinha nenhum lugar aberto onde tivesse um banheiro para ela usar, então, com seus julgamentos afetados, e uma viela ao alcance dos olhos, resolveu que poderia ser uma boa ideia se aliviar ali mesmo, pediu para que as amigas, também bêbadas, ficassem uma em cada ponta da viela vigiando pra ver se não vinha ninguém enquanto ela urinava, mas confiar em gente bêbada não é uma boa ideia, e enquanto ela se aliviava, uma turma de quatro amigos entraram na viela, sem que houvesse um aviso da amiga que estava na extremidade de onde eles surgiram. O problema é que a Ayla sempre foi, e ainda é, bem tímida, daquelas que cobre o rosto com as mãos por qualquer coisinha, tanto que não sabem o trabalho que deu convencê-la a me deixar escrever isso. Na hora a reação dela foi gritar, ajeitar a saia e sair correndo e gritando, e fazendo a vizinhança acender as luzes nas janelas, e segundo ficaram sabendo, até chegaram a chamar a polícia pensando que ela estava sendo atacada. Desde então nunca mais ficou bêbada ao ponto de confiar em outra pessoa embriagada, nem mesmo em mim.
Resumindo, sim, por mais que a gente negue, a bebida afeta o nosso julgamento, a gente faz e fala o que não deve, acredita em quem não deve e confia em quem e no que não deve. Estou dizendo que não devemos beber? Jamais! Essa é justamente a parte mais divertida da vida etílica.





Gill Nascimento






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2 comentários:

  1. Ri muito com a história da sua esposa hahahahahaha eu também teria morrido de vergonha, e você é péssimo, uma influência do mal hahahahaha

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  2. E eu que pensava que a Japa era uma santa kkkkkkkkkkk

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