Papo de Bar... Julgamentos afetados!



Papo de Bar... Julgamentos afetados!


Estava uns tempos atrás pensando em um tema para puxar no bar para um texto aqui e me dei conta de um detalhe interessante, nunca, ao menos não que eu me lembre, o assunto no Papo de Bar foi algo referente ao bar em si de alguma forma, e concluí que poderia ser uma boa ideia. Se foi ou não, deixo ao critério de vocês que lerem esse texto até o final.
Minha esposa e eu fomos convidados por um casal de amigos, para uma reuniãozinha num barzinho da Vila Madalena, juntamente com um terceiro casal de amigos, para conversarmos e colocarmos o papo em dia, e depois de tomarmos umas e outras, e de todos contarem suas novidades, achei que seria interessante um Papo de Bar em que os convidados não fossem meus amigos, com os padrões alcoólicos de sempre, e de também colocar em prática a ideia anteriormente citada.
E o assunto foi a mania que todos que bebem, têm de dizer que a bebida não afeta seus julgamentos, sendo que sempre afeta, então convidei todos a contarem alguma história própria em que isso aconteceu, e nem tirei o meu da reta, porque assumo, faço isso, sempre digo que não me afeto. Inclusive, fui eu quem puxou a roda das confissões.
Eu sempre tive a mania de dizer que, ao contrário do que dizem os abstêmios, quando bebo continuo com minha prudência intacta, e quem me conhece sabe que minto, e nem precisa me conhecer bêbado, não sou muito prudente nem mesmo quando estou sóbrio.
Como certa vez, quando era solteiro, em que achei que, após beber umas e outras o suficiente para nublar o famoso juízo, num barzinho próximo de casa com os amigos, achei que seria divertido esticar e parar na primeira baladinha que encontrássemos no caminho sem rumo que seguíssemos, fomos prudentes para não dirigirmos, mas a prudência parou por aí, e só aconteceu porque todos queríamos ter ambas as mãos livres para segurarmos nossas cervejas. E não sei como (quando digo “não sei”, é porque não sei mesmo, pois bebi tanto ao ponto de esquecer), fomos parar numa balada da melhor idade, e a única coisa que me lembro foi de ter acordado numa cama desconhecida, de uma senhora desconhecida, que tinha o dobro da minha idade. E segundo essa senhora me contou, meus amigos e eu fomos expulsos da tal balada, porque lá só era permitido beber vinho, e os da casa, e de alguma maneira meus amigos e eu demos um jeito de contrabandear para dentro duas caixas de cerveja e dois litros de Whisky. E foi aí que a Dona Maria entrou em ação, abandonou a balada quando fomos expulsos, e me seduziu, porque disse que além de ter me achado bonito e atraente, com 54 anos de idade, nunca tinha ficado com um bad boy.
O Daniel, amigo meu de infância, que estava presente nesse dia, e era um dos presentes nessa reunião, ficou meio chateado porque tinha a mesma história em mente para contar, mas achou justo que eu contasse, pois só a minha parte da história tinha uma velha no meio, mas também citou um exemplo em que perdeu completamente a noção depois de ter bebido várias.
Certa vez, em que novamente eu estava presente, fomos convidados junto com um terceiro membro, para uma festa, por um amigo que tinha sido convidado por um amigo que nós não conhecíamos, então não sabíamos muito bem o que esperar, e na verdade até meio que ficamos inseguros, mas o “esquenta” antes da festa nos deu coragem bastante, e então fomos, e logo de cara, se estivéssemos com pleno funcionamento de nossas faculdades mentais, teríamos nos contido na bebida e em todo o resto (pois a festa era num bairro do Capão Redondo onde não conhecíamos ninguém), mas como não era o caso, chegamos como chegávamos em qualquer lugar que íamos depois de tomarmos umas doses: causando. Mas na verdade isso nem foi um empecilho no início, bem rapidamente fizemos algumas amizades momentâneas, o problema mesmo começou quando o Daniel resolveu que estava na hora de enveredar para o caminho do romance, e achou que uma loira, a garota mais bonita da festa, era a escolha ideal.
Homem bêbado, bairro desconhecido, mulher bonita, isso não é uma combinação muito segura, e nesse caso não foi mesmo, pois um dos convidados da festa, que como dizem, era da “correria”, era apaixonado por essa loira, que era nova no bairro, e ele vinha há um mês tentando conquistá-la sem obter muito sucesso, é óbvio que ele não ficaria muito feliz com um forasteiro que em cinco minutos de conversa já estava agarrado e aos beijos com sua amada. Precisamos de muita conversa e pedidos de desculpas para sairmos de lá sem nenhum hematoma. Por sorte conseguimos.
Por sua vez o Robson, contou sua história sem envolver mulher, pois a sua esposa é daquelas que conjuga os verbos ser e estar à frente da palavra ciúmes, tanto no presente, quanto no passado, e até mesmo no futuro.
Ele lembrou da época em que tinha vindo pra São Paulo para fazer sua faculdade de Ciências Contábeis, o salário que ganhava no trabalho que tinha na época era praticamente contado para pagar o aluguel, as contas e os estudos, e por ser assim tão apertado, chegou um momento em que algumas contas atrasaram, entre elas o próprio aluguel, e ele meio que estava fazendo de tudo pra tentar colocá-las em dia. Foi quando no final do ano surgiu aquele que sempre vem para nos salvar: o décimo terceiro salário.
Na época ele recebeu em uma parcela apenas, no quinto dia útil de dezembro, ou seja, junto com o último salário do ano, e todo feliz ao fim do expediente de uma sexta-feira, sabendo que assim que chegasse em casa quitaria todas as suas dívidas, foi embora, mas no caminho um grande amigo o ligou convidando para comemorar num barzinho o seu aniversário, ele fez as contas, concluiu que poderia se dar ao luxo de gastar um pouco do dinheiro, e foi. Antes não tivesse ido. Nesse dia a bebida mais servida na casa era a cachaça Sílvio Santos, aquela que você bebe, fica rico e sai distribuindo seu dinheiro. E assim como na minha história, ele não lembra muito do que aconteceu, só lembra de ter acordado no outro dia no quintal da sua casa, dormindo em cima de um cocô do seu cachorro, ter enfiado as mãos nos bolsos para conferir o dinheiro que era para pagar as contas, e ter encontrado apenas R$23,35, e sim, ele lembra do exato valor, pois deixou cair muitas lágrimas em cima dele.
E como podem ver, sim, a bebida afeta e muito o nosso julgamento, e quem curte sair e se divertir de vez em quando, usufruindo de uns drinks aleatórios, se puxar na memória também vai lembrar de um exemplo próprio, então sinta-se à vontade pra contar pra gente nos comentários.
E essa foi a parte masculina do Papo de Bar, e claro, as mulheres também contaram suas histórias em que a bebida afetaram completamente seus julgamentos, e foram histórias tão boas, que esse Papo de Bar será em duas partes, no próximo texto vou estar contando aqui a versão feminina, não percam.




Gill Nascimento





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2 comentários:

  1. Eu poderia ter participado desse papo de bar com certeza, já paguei muito mico por que fiz o que não faria se não tivesse bebido hahahahaha

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