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O Alívio de um Palavrão!

O Alívio de um Palavrão



O mundo não é um lugar muito acolhedor, e eu não consigo entender porque com tanto espaço no universo, viemos todos parar juntos no mesmo lugar, quando é mais do que óbvio que somos péssimos dividindo o mesmo planeta, e não, não estou sendo uma voz escrita de alguém que está querendo dizer que não sabemos cuidar da natureza e dos nossos recursos naturais, só estou dizendo mesmo que não temos paciência para compartilhar sequer um centímetro a mais que o necessário, e assim que a humanidade cresceu o bastante para que isso se tornasse um problema, surgiram os palavrões.
Claro que existe muitos outros motivos para as pessoas falarem palavras tão pouco convencionais, e eu, mesmo sendo uma pessoa que não se estressa com muita facilidade, ainda assim sou completamente suscetível a necessidade de me expressar com xingamentos durante o dia a dia, muito mais do que gostaria de assumir, infelizmente.
Falando a verdade, eu falo muitos palavrões durante o dia, nas mais variadas ocasiões. O trânsito é um grande exemplo, e com certeza não só pra mim.
Um dia desses que, por algum milagre ou intervenção divina, eu estava parado no trânsito e não tinha dito ainda nenhuma palavra feia, quando olhei para o lado e vi uma senhorinha que espancava o volante enquanto falava palavrões, alguns que eu nem sequer conhecia, acho que por terem se perdido e saído da moda com as décadas, o caso é que ao vê-la pensei “acho que está na hora de eu começar também”, e pronto, minha paciência se foi e comecei a xingar como se não houvesse um amanhã.
E o problema não acontece só quando estamos atrás de um volante, acontece também quando estamos à pé. Vocês já perceberam que com quanto mais pressa estamos, mais tem pessoas andando despreocupadamente à nossa frente?
Se tem uma coisa que eu odeio é gente andando devagar diante de mim, por vezes me senti tentado à colocar o pé na frente pra uma dessas pessoas tropeçarem, e acho que só não fiz por medo de que isso tornasse minha caminhada ainda mais lenta, então me contentava em xingar palavrões enquanto andava, só tentando disfarçar para não parecer que estava falando sozinho.
Outra coisa que me faz xingar muito são filmes de terror, e tenho o azar de ser casado com uma mulher que ama esse gênero de filmes. Um dia desses, aliás, estava pensando que os fantasmas nos filmes nem são tão assustadores, mas sim o modo como se movimentam, ou até como não se movimentam, que fazem eles nos assustarem tanto. Nos filmes os fantasmas poderiam apenas sair de trás das portas, mas não, antes eles precisam mostrar apenas a mão horripilante, eles poderiam ficar apenas parados normalmente, mas eles sempre ficam parados encolhidos num canto sem mostrar a cara, pra logo em seguida do nada surgir atrás da pessoa. E é nessas cenas dos filmes que eu geralmente xingo.
E os nossos próprios móveis? Eles sempre procuram nosso mindinho, e fazem geralmente a gente falar palavrões com muito mais vontade que o normal. Mas no meu caso vai além, eles não esperam eu ir dormir e levantar de madrugada no escuro e com sede, eu tropeço a qualquer hora, não tenho critérios quando o quesito é ser um idiota desastrado.
Não assisto mais televisão, apenas filmes e séries mesmo, porque senão eu xingo a TV também. Um dia desses estava numa sala de espera num prédio e a TV estava ligada, nem sei dizer qual era o canal, só sei que passava o tal do Apóstolo Valdomiro orando por uma bacia de canetas e anunciando que quem quisesse adquirir uma das canetas ungidas, precisaria desembolsar 100 reais, e foi nessa hora que mandei ele enfiar a caneta naquele lugar onde não bate luz solar.
A verdade é que uns palavrões são, apesar de às vezes soar mal, muito relaxantes, e hoje em dia servem pra mais do que extravasar a raiva, servem também para comemorar, servem para indicar intensidade, servem pra muita coisa mesmo, então deveriam, só acho, que ser mais aceitos. Mas a melhor ocasião para usá-los ainda é na hora da raiva.
Agora pouco mesmo, xinguei tantos palavrões que vocês nem imaginam, estava escrevendo esse texto no Google Docs e estava offline, e do nada meu Tablet desligou e eu simplesmente perdi tudo, e posso garantir, a primeira versão estava bem melhor, então se acharem esse texto uma bosta, em espírito de solidariedade podem xingar o aplicativo do Google também.





Gill Nascimento






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2 comentários:

  1. Eu passei por uma essa semana que as vezes eu penso por que eu fiz isso. Eu tava voltando do banco tinha feito um pagamento e escorreguei no meio da rua. Quase cai de bunda no chão. Aí eu soltei um palavrão. Eu pensei que não tinha dito tão alto. Aí uma pessoa respondeu onde é que encontrava b... Fiquei com vergonha.

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  2. Eu não falo muito palavrão mas confesso que de vez em quando alivia mesmo hahahahahaha

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