O que eu queria ser...

O que eu queria ser...


Quem aqui nunca ouviu um colega de trabalho xingar e reclamar dizendo que se soubesse que iria passar pelo que está passando, que não teria se formado na sua atual área profissional e, que teria escolhido alguma outra profissão absurda?
Eu já ouvi muito isso.
Tudo bem, eu já falei muito isso também.
Legal é que nessa hora de raiva e impaciência, a gente acaba falando a profissão mais absurda do mundo mesmo.
Eu da última vez que falei isso, disse que se eu soubesse que eu ia comer o pão que o diabo amassou, teria me formado em física nuclear e me tornado o gênio que o destino havia reservado para mim.
Baita mentira, eu odiava física.
Eu era péssimo em física.
Eu fazia bullying com quem gostava de física.
Eu na verdade tenho a satisfação de trabalhar na área que sonhei trabalhar desde a adolescência, quando vi pela primeira vez como eram as coisas por trás das câmeras, mas conheço muita gente que de alguma maneira acabou sendo arrastada para uma profissão que sequer cogitou.
Comecei a lembrar então da minha tão amada – e mencionada nesse Blog – infância, e das profissões que eu dizia que iria exercer quando crescesse, e acabei me surpreendendo ao perceber que ainda lembrava de tais informações.
Lembrei que aos 6 anos eu era o habitual moleque que amava a rua, que vivia descalço com uma bola no pé e os joelhos ralados, que tinha acabado de descobrir a paixão por um time de futebol, e com isso a vontade imensa de ser igual ao meu ídolo na época.
Fiquei triste ao lembrar que muito cedo tive a consciência de constatar que eu não era muito bom nesse esporte.
Lembrei ainda que com 7 anos eu era a clássica criança que queria ser um bombeiro ou um astronauta, de como eu achava incrível os uniformes e de como eles sempre viravam notícia na televisão só por serem o que eram.
Fiquei feliz ao perceber que realizei um desses sonhos, pois fui bombeiro na Cidade de São Caetano, o que ajudou a pagar minha primeira faculdade.
Aos 9 anos eu queria ser médico, graças a um filme que assisti na época e que infelizmente não lembro o nome, mas me lembro que fiquei fascinado com o quanto eles eram queridos e de como a profissão deles era valorizada.
Até hoje tenho uma admiração muito grande pela profissão, e ainda olho as vezes para ela com o olhar sonhador da minha infância.
Aos 11 anos, quando cursava a quinta série, fiz amizade com um garoto da sala, o qual sou amigo até hoje, e ele era apaixonado por Rap, graças ao seu irmão mais velho que tinha um grupo de Rap, então eu me apaixonei pelo Rap e queria ser Rapper profissional também.
Fora bombeiro, eu passei longe das profissões que sonhei na infância, mas não sou diferente da maioria, todo mundo na infância queria ser como seu ídolo, mas acabou deixando esse sonho se apagar com o tempo.
Eu citei apenas alguns com detalhes, mas além deles eu quis ser cantor, ator, policial do FBI, caçador de fantasmas, jogador de basquete, palhaço de circo, piloto de avião, piloto de helicóptero, piloto de F1, namorado da Sandy, pakito da Xuxa e até apresentador de programa de TV.
Lembrando de tantos sonhos que tive até me parece que perdi o dom de sonhar.






Gill Nascimento






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