Teimosia Adulta

Teimosia Adulta


A vida tem seus escárnios, vivemos em uma época em que grande parte das pessoas lamentam o fato de a inocência infantil estar cada vez se desfazendo mais cedo nas pessoas. Mas por outro lado, ironicamente, existem vezos infantis, que jamais nos abandonam. Como a péssima mania de às vezes querermos algo apenas por impertinência. E ainda assim querermos descomedidamente.
Às vezes insistimos tanto em querer algo, que acabamos por conseguir, com afinco, com trabalho, e com um gosto incrível de conquista no paladar do ego, só pra no primeiro problema, descobrirmos que aquilo que tanto desejamos não era tudo aquilo que pensávamos.
É como comprar um aparelho tecnológico de última geração. No primeiro defeito que ele apresentar, você se dirigirá à uma autorizada para usufruir do tempo de garantia, consertá-lo para poder novamente aproveitar o produto, mas no fundo não vai ser a mesma coisa. No fundo terá aquele sentimento de violação, como se algo imaculado tivesse sido desvirtuado.
Perde grande parte do seu valor.
E assim acontece com tantas outras coisas em nossa vida, inclusive sentimentos.
Quem nunca sentiu aquela lascívia incontrolável por alguém, correu atrás, conquistou, e que depois descobriu que não era toda aquela paixão que aparentava ser, por favor, se manifeste e se municie de uma pedra, e pode atirar sem medo, pois terá seus méritos.
Sim, acontece de maneira similar ao desejo fútil de adquirir um objeto qualquer por pura vaidade. Sim, acontece de maneira parecida à birra infantil por querer algo que em pouquíssimo tempo deixará de lado.
O que mais tem por aí é paixão com fogo de palha esperando pela gente. À primeira vista até aquece, mas no primeiro vento se apaga.
Mas longe de mim querer insinuar que uma criança não sabe querer de verdade, na verdade acho que o sentimento verdadeiro também pode ser comparado à um sentimento infantil.
O verdadeiro sentimento é como aquele carinho que a gente sente por aquele brinquedo do qual nunca conseguimos nos separar.
Sabe o amor por aquele ursinho de pelúcia que sai do seu quarto na casa dos seus pais e vai com você pro seu primeiro apartamento?
Sabe o afeto por aquele carrinho de fricção que sai da sua caixa de brinquedos debaixo da sua cama na casa dos seus pais pra ir parar numa prateleira na sua nova casa?
Sentimento verdadeiro é isso, é um querer estar junto, mesmo quando as coisas já não são mais as mesmas de antes.
Sentimento verdadeiro amadurece e se adapta, sem perder a magia.
Só posso concluir é que cada um de nós precisamos encontrar aquele amor puro o bastante para nos fazer lembrar da nossa inocência e pureza de coração. Aquele amor que suportará as mudanças, que se adaptará aos novos ambientes, que nos deixará crescer, mas que continuará sendo o mesmo aos nossos olhos.






Gill Nascimento







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