Tortura Mental

Tortura Mental


Mais um dia daqueles em que a mente resolve, por conta própria, se ocupar com pensamentos indevidos, reflexões que em nada ajudam, mas por sorte já me acostumei com isso, e faço disso meu passatempo, colocando no papel os meus conflitos mentais.
Sabe aqueles dias em que você acorda sentindo que algo está errado, que muita coisa está faltando em sua vida, se sentindo incompleto de uma maneira que nunca se sentiu antes, e o pior, sem nem saber o porquê disso?
Pois é, acordei assim hoje, brigando com meus pensamentos que me torturavam sem se revelarem por completo, eu sentia, mas não sabia porque, um vazio, uma falta, um buraco precisando ser preenchido por só Deus sabe o quê.
Isso já aconteceu comigo outras vezes, e nessas outras vezes eu mesmo fui meu pior vilão, dando de bandeja as armas que minha insegurança necessitava pra me torturar, hoje em dia já não ajo dessa maneira, sei lá, parece que aprendi, ao menos espero, a lidar com essas situações, ou ao menos camuflá-las tempo bastante pra que minha mente sossegue.
Com o tempo a gente aprende que tudo é uma questão de escolha, eu posso deixar que meus medos me torturem, que minha insegurança me derrube, que meu excesso de cautela me algeme, ou posso malhar minha coragem quando os medos se revelarem, treinar o ato de me equilibrar quando a insegurança tentar me derrubar, e se ela conseguir, treino o ato de me levantar de cabeça erguida, posso escolher por usar as mesmas algemas da cautela pra me prender as coisas que sempre quis e só largar quando elas me pertencerem!
Posso deixar que os pesadelos me aterrorizem, posso permitir que o pessimismo me faça desistir antes mesmo de tentar, posso resolver acreditar que de nada adianta ter fé.
Mas também posso fazer dos pesadelos um terreno conhecido e me tornar um verdadeiro guerreiro, posso usar o pessimismo para perceber que a cada chance perdida uma nova surge, e posso perceber que se posso acreditar que não adianta ter fé, também posso acreditar no contrário, porque isso é ter fé, acreditar.
Eu posso permitir que o vazio venha me consumir, ou posso usá-lo pra preencher minha vida com coisas novas.
Tudo em nossa vida pode ter dois destinos, se tornar uma arma ou se tornar uma ferramenta, a gente que escolhe, a gente pode escolher transformar os acontecimentos em arma e apontar pra nossa própria cabeça ou apontar para os outros, esquecendo de não querer pra ninguém o que não queremos para nós mesmos, ou podemos transformar os acontecimentos em ferramentas, e usá-las para edificar a nossa vida, que não passa disso, de um edifício em eterna edificação!
Tudo também é uma questão de saber enxergar o que está havendo ao seu redor, você pode aceitar um acontecimento triste como infortúnio e deixar que a dor passe com o tempo, ou pode vê-lo como um aprendizado e aproveitar para malhar seu coração, e quando menos esperar, vai perceber que se tornou a pessoa forte que nunca imaginou que poderia ser.
Você pode simplesmente abrir mão de lutar por seus sonhos e se acostumar com o pouco que a vida oferece praticamente de graça, algo que chamamos de rotina, ou você pode começar a acreditar mais na sua capacidade de ser feliz, se renovando e fazendo as coisas que sempre quis.
Você pode optar por se arrepender ao não falar algo, fazer algo, expressar o que sente, ou você pode abrir seu coração, soltar o que está preso e lavar sua alma com o ato de chorar!
Eu escolhi não deixar que minha que mente me torture com pensamentos indevidos, optei por desabafar num papel as coisas que me incomodam, que me machucam, assim como as que me confortam e me curam, sou um poeta de momento, minha poesia se faz com o que estou sentindo, e assim eu me alivio, e essa minha maneira em nada difere das escolhas que citei acima, na verdade ela é mais sutil e até mais covarde, mas felizmente funciona.
E você, escolhe se deixar auto oprimir? Ou escolhe fazer de tudo uma lição pra sua fraqueza se tornar força?






Gill Nascimento








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